Erval 104,9 FM

Polícia Civil indicia cinco pessoas por homicídio em Pinhalzinho

Erval Velho e Região quarta-feira, 13 de janeiro de 2021




Polícia Civil indicia cinco pessoas por homicídio em Pinhalzinho

A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que investigou o homicídio de um homem, de 42 anos, ocorrido em maio de 2016 em Pinhalzinho, no Oeste, onde a vítima morava, e indiciou cinco pessoas. O trabalho foi realizado pela equipe da Delegacia de Polícia da Comarca.

A investigação demonstrou que o crime foi encomendado pelo então sogro da vítima, em razão de desavenças pessoais, familiares e financeiras, já que ambos também eram sócios em uma empresa do ramo de gramas.

A vítima desapareceu no final da tarde de 30 de maio de 2016. Segundo a companheira da vítima na época, ele teria recebido ligação para comparecer à subestação que estava sendo construída na Linha Machado, interior de Pinhalzinho, para fazer orçamento de manutenção de gramado (a vítima era proprietário de uma grameira).

O veículo que a vítima usava na ocasião foi encontrado pela viúva na manhã seguinte, em uma “pedreira”, situada às margens da Rodovia SC-160, próximo ao CTG, em Modelo. O corpo foi encontrado três semanas depois, em 20 de junho, às margens da Rodovia SC-160, na Linha Doze de Novembro, interior de Campo Erê.

A investigação apontou que, na ocasião, a mando do sogro, os quatro executores atraíram a vítima para a subestação, onde três deles na época trabalhavam como seguranças, e realizaram a emboscada. O assassinato ocorreu ali perto, nas margens da rodovia, próximo ao CTG, em Modelo, onde desferiram um golpe fatal de facão na cabeça da vítima, que faleceu. Depois disso, eles levaram o corpo até Campo Erê, onde o enterraram. Os elementos coletados mostraram ainda que o valor acertado pela execução girou em torno de R$ 50 a R$ 70 mil.

Interrogados, todos negaram envolvimento, porém, dois dos executores admitiram que de fato receberam proposta do sogro da vítima para matá-lo. Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, uma vez que se verificou que o crime aconteceu em Modelo (e não em Pinhalzinho como se acreditava no início). O inquérito foi encaminhado à Comarca de Modelo.

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos indiciados, o que teve manifestação favorável do Ministério Público. O pedido foi negado pelo Judiciário, que decretou a eles outras medidas cautelares diversas da prisão. O Ministério Público de Modelo ofereceu denúncia contra os indiciados, o que foi aceito pelo Judiciário.


Principais do Dia