Suspeitos de integrar grupo que fraudava auxílio emergencial são presos no RS e em SC

Santa Catarina segunda-feira, 3 de maio de 2021 15h56min
Suspeitos de integrar grupo que fraudava auxílio emergencial são presos no RS e em SC

Prisões aconteceram em Canoas (RS) e Florianópolis (SC). Estimativa da Polícia Federal é de que grupo tenha prejudicado 3 mil beneficiários e causado prejuízo de R$ 2 milhões. Armas e drogas foram apreendidas durante operação
Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal do Rio Grande do Sul prendeu, na manhã desta segunda-feira (3), quatro pessoas suspeitas de integrar um grupo que fraudava auxílio emergencial em diversos estados do país. As prisões em flagrante foram feitas em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), e Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por posse ilegal de arma de fogo e drogas.
Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Canoas e Parobé, no RS, e em Palhoça e Jurerê Internacional, em Santa Catarina. Nos locais, foram aprendidos R$ 60 mil e documentos de interesse da investigação.
A estimativa é de que grupo tenha prejudicado 3 mil beneficiários e causado prejuízo de R$ 2 milhões. Segundo a PF, os golpes foram aplicados em diversos estados do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A investigação da Polícia Federal teve início em maio de 2020, quando a Brigada Militar, em uma ação no município de Taquara, também na Região Metropolitana da capital gaúcha, apreendeu um caderno com CPFs de possíveis beneficiários do auxílio emergencial, endereços de e-mail e senhas com indicação de saques e valores. Na abordagem, também foram apreendidas armas e drogas.
Com as informações, a PF realizou diligências para identificar a forma de atuação do grupo criminoso, que consistia na obtenção de CPFs de potenciais beneficiários do auxílio emergencial, criação de e-mails e cadastramento no site da Caixa Econômica Federal.
Após o depósito dos valores, os suspeitos realizavam o pagamento de boletos de compras realizadas pela organização criminosa.
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